A gente inventava um mapa e alguém confiável dentro do grupo enterrava o tesouro num lugar dificílimo. Era quase sempre uma coisa conhecida de todos, sem nenhum mistério o apanhado de todas as nossas bolas de gude, alguma tosca coleção de selos, a soma das mesadas ou dinheiro recolhido. O que importava não era o valor ou a raridade do tesouro, tampouco sua simples posse. O que realmente divertia e mais excitava era a quase interminável procura pelo xis.

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poema do livro cartilha, disponível aqui