I
O pátio está limpo, o chão
de blocos inteiriços
de grama tão verde
surdos todos os ruídos.
Crianças tramam em alguma
parte, crescendo
de suas raízes.

II

Todas as janelas são
olhos, olhos vidrados
buscando evitar
o inesperado conviva
o chute na porta, o murro
no muro, a pedra
de uma discórdia.

III

A casa de dentro pulsa
vão em vão.
As cortinas agitando-se
ao vento são bandeiras
que nada anunciam.

IV
Inútil
impedir que unhas e pelos
cresçam.

V
O inferno
são os vizinhos.




Um comentário:

MDansa disse...

gosto de tudo. Leio e saboreio