Não exige o que não está à mão
ou à mercê do branco amarelecido
da carta que nunca será enviada
(se depender de nós, o carteiro
perderá o emprego).
Nada, nenhuma "a"
foge das margens
do contorno feito a lápis
e lágrima. É preciso apenas que

as pontas dos dedos valsem no ar
antes de tocarem a pauta
e sem sobressaltos
tua fala — que se colore
de um timbre só agora
familiar — acorde

e depois recolha todos os ecos
espalhados pelos cantos 
da casa,
que não estará mais vazia.



Um comentário:

MDansa disse...

que os ecos do coração invadam a casa