grafite

garatujo no papel branco
e cúmplice
nele tua esquecida
feição se esboça
sem razão de ser
risco tua boca
folha caída de maio
seiva terra carbono água-forte
que tento colar à minha retina
árida de matizes
de tecnicolor
como cada palavra
numa frase inteira
poema que no escuro a mão não
escreveu

março de 2005

*

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3 comentários:

Alice disse...

Rá. Só eu tive a interpretação exclusiva do poema.Gostei, Jones.

Clara Balbi é ab-so-lu-ta-men-te disse...

"poema que no escuro a mão não/escreveu"
mas que versos lindos

versospateticos disse...

Lindo traço!